mandinga

May 5, 2009

Mel o dia ! …Ou a lenda do Curumin que criolou na Brasilia

Filed under: NA AVENIDA — mandinga @ 5:54 am

30.04.09

Tava de virada temerosa pelo feriado das asas do plano piloto. Pouca opção diversiva à vista. Era melhor parcelar as idéias e contar com a boa e velha trupe Criolina, que prometia botar Curumin ao alcance dos olhos e ouvidos. Encantava-se por ai que o rapaz viria para salvar a ausência de festejos.Feliz da vida ia dedetizar a Casa. Foi quando Barata me chama para anunciar que o baile havia fracassado.

Sina cruel ! Lancei mão da última cartada, aos 48 do segundo tempo: vamos
fazer aqui no subsolo, no quintal de casa? Colou. Gol ! E Barata voou e pousou já com os 3 cavalheiros ! Era Curumin ! E encheram o bucho com meu feijão ! Alimentar o guerreiro e seus trutas de batalha… muito prazer! Rio ! Incrivelanças a solta, até o circo veio ao povo, com risos e fogo.E tudo era rio, as horas da tal noite encantada.

O mesmo que me levava na garupa, da invocada,magrelinha, com par de brincos preu brincar todos os dias. O mesmo que fez do samba outro, e despertou a querência de
musicar o cotidiano.Aquele com quem meus goles rimavam com gracejos e
rebeldias, que mostrava que era possível fazer um samba em homenagem a luta de ser plena num sistema tão injusto.E ainda deliciar meus finos e compactos. No
balcão !

No último show que ele fez em nossa quebra, centro político desse país de desvios, lançou mão de um “se gritar pega ladrão… Porque sim, estamos no olho do furacão de práticas fuleras pra governar milhões de mentes e corações que sambam. Estrondou ! E esse mesmo aventureiro abre alas com um negro drama, ou a real dos fatos…Bailemos
!

E o baile refogava esse acorde do faça você mesma ( punk!) : feijão, samba e revolução, com muito prazer obrigada! – tinha rimado com a popularidade de amar, de amar de verdade, que só o velho e bom brega traduz. E lá vem o danado passar um “preta fala pra mim”.Freqüência e sintonia arranjadas. Bora transmitir !

Num tardou e o bar lotou. O povo brindou. Erupção e fervos, subsolo caliente de malemolejo… E era o trio emponderando os sentidos. Há pito ! Começa o jogo e gente da melhor em campo, quintal esfumaçando pra conferir o brinquedo.Dou-lhe uma , dou-lhe duas e … CAI A LUZ !

E agora Niemai ? Acuda mãe ! Sem energia, impossível amplificar, tocar, cantar ! Mesmo assim o catiço permanece na bateria ,no improviso. Soma-se Luciano de Sá
artilheiro no atendimento da Casa.Daí foi reggae-nus até as gambiarras darem… LUZ!

Retoma-se a brincadeira. Abre-se avenida que Curumin luminoso vai baixar. E de
improviso foi a receita, frees e styles! Platéia, equipe, músicos era uma
folia só ! Ruuules ! Temperamos umas trilhas e levamos ao forno muitas notas. Arranjos vem e vão; quando lá está curumin entregando que tem o coração maior do mundo! O moço chama Luciano, o que brincou o improviso, de volta ao palco, pra fora do balcão,
e de atendente do bar, passa a manejar as baquetas.Go ! E bailou-se a caixa preta. Saboreamos um prato cheio de humildade crua e viva. Cabulosamente saboroso yo yo !!!!!

O subterrâneo da capital da república, nessa noite celebrou dissonância
de derrubar a babilônia. Agora é repetir a receita… de feriado, de dia do trabalho. Curumin:aos pães nossos de cada dia ! A esperança é a última que morre. Somos só; gratidão ! E reza a lenda que foi um curumin quem inventou a receita de como (r) existir no centro do olho do furacão… E dizem que milhares de emails correram pelo planalto central. E a moçada ainda se lambusa de samba. Saravá Curumin !

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